TRABALHOS DE CAMPO

 

Leia as descrições abaixo e faça sua pré-inscrição para os trabalhos de campo clicando AQUI.

A efetivação da inscrição estará condicionada ao pagamento da taxa de R$ 5,00 no dia 25 de março (segunda-feira), na Secretaria do Evento.

Trabalho de Campo 1: A Dinâmica da Natureza e o Urbano: Uma Análise Antropogeomorfológica do Sítio Urbano de Rio Claro (SP)

Organizadora: Prof. Dra. Cenira Maria Lupinacci (UNESP)

Horário: 08 hs - 12 hs

 

A excursão didática proposta tem como objetivo discutir situações práticas que refletem a problemática do processo de urbanização sobre o relevo. A ciência geomorfológica há tempos produz estudos de caso sobre as implicações do processo de urbanização na dinâmica do relevo e suas consequências à própria ocupação humana. Mais recentemente, a partir da década de 1980 na literatura internacional e dos anos 2000 na literatura nacional, registra-se o reconhecimento da ação do homem como elemento definidor do relevo, dando origem ao campo denominado de antropogeomorfologia ou geomorfologia antropogênica. Tal campo busca avaliar o relevo a partir de análises correlativas com o uso da terra a fim de identificar os padrões atuais de esculturação diante da intensa atividade humana em superfície. O foco inicial e mais desenvolvido desse ramo do conhecimento geomorfológico vincula-se aos processos de criação e expansão das cidades. Assim, buscar-se-á avaliar morfologias do espaço urbano de Rio Claro a partir de uma perspectiva histórica das mudanças no relevo e suas implicações tanto na dinâmica geomorfológica, como para a própria comunidade. Nesse contexto, pretende-se focar em dois aspectos principais: o contexto das enchentes no setor de ocupação antiga, no entorno da Avenida Visconde de Rio Claro, marcado por eventos recorrentes e por morfologias de caráter antropogênico; e o contexto das erosões periurbanas, com amplo desenvolvimento de voçorocas, nos bairros periféricos mais humildes e de classe média-alta, demonstrando como os recursos técnicos-financeiros interferem na relação do desenvolvimento do espaço urbano diante das fragilidades geomorfológicas inerentes ao espaço analisado.

 

 

Trabalho de campo 2: A (Re)Produção do Espaço Urbano Capitalista e Suas Formas de Segregação Socioespacial: O Caso de Rio Claro -SP

Organizadores: Bel./Lic. Wesley Alves Messias e Profª Drª Andreia Medinilha Pancher (UNESP)

Horário: 08 hs - 12 hs  

 

A excursão didática que se propõe tem o objetivo de contribuir com uma visão crítica sobre a (re)produção do espaço urbano contemporâneo. O arcabouço teórico que permeará a realização da excursão didática parte da consideração de que vivemos em uma sociedade de classes que se ancora no modo de produção capitalista como elemento determinante na (re)produção do espaço urbano. As cidades, no atual período histórico, se (re)produzem a partir das relações permeadas pela propriedade privada da terra que se torna a mediadora entre cidadão e cidade. É a partir dela que se definem os lugares, na cidade, dos diferentes estratos sociais, resultando em diferentes modos de segregação socioespacial ao longo do tempo. Nas cidades brasileiras, segundo Tereza Caldeira (2011), é possível observar três modos de segregação socioespacial: o primeiro baseado na diferenciação pelos tipos de moradia, em um contexto em que estratos com os mais diferentes rendimentos coabitavam os espaços urbanos. Era o tempo das cidades mais compactas; um segundo tipo de segregação socioespacial surge com a expulsão sistemática e gradativa de estratos com baixos rendimentos das áreas centrais, surgindo as periferias distantes, urbanisticamente irregulares, desprovidas de infraestrutura básica, surgindo, assim, a dicotomia centro-periferia, ainda muito marcante nas cidades brasileiras, na qual a segregação socioespacial se faz pela distância entre os grupos sociais diferentes; uma terceira forma de segregação socioespacial pode ser identificada, hoje, nas cidades brasileiras: trata-se da existência de condomínios fechados horizontais e loteamentos fechados que, muitas vezes, dividem o mesmo espaço com favelas, loteamentos irregulares que abrigam estratos sociais com baixos rendimentos. Este último tipo de segregação socioespacial, portanto, se realiza por intermédio dos muros e aparatos de segurança. A excursão didática que se propõe, tomará a cidade de Rio Claro, localizada no interior do estado de São Paulo, como área de estudo para identificar, observar, analisar e buscar compreender estes três tipos de segregação socioespacial, em uma perspectiva de contemplar como o espaço urbano se (re)produz sob a égide do modo de produção capitalista, no atual contexto espaciotemporal.

© 2018 Comissão de Eventos PPGG.

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